sábado, 27 de janeiro de 2018

NICOLAU E ALEXANDRA (Robert K. Massie)

Sinopse: Do mesmo autor do bestseller Catarina, a grande, Nicolau e Alexandra é a biografia cruzada do czar Nicolau II e de sua esposa Alexandra de Hesse, últimos soberanos da dinastia Romanov, que governou a Rússia durante três séculos. Combinando um cuidadoso trabalho de pesquisa e uma narrativa envolvente e instigante, Robert K. Massie, ganhador do Prêmio Pulitzer, mostra que a influência sobre a imperatriz do místico siberiano Gregório Rasputin, chamado para salvar o herdeiro do casal, hemofílico, associada à inabilidade política do czar e à crescente crise política internacional causada pelo início da Primeira Guerra Mundial foram determinantes para a derrocada do último grande império do mundo.

Meus comentários: Um relato longo e repleto de minucias acerca do último czar russo e sua imperatriz. Embora um tantinho prolixo e talvez por conta disso, possibilita ao leitor um mergulho profundo numa Rússia não mais existente, onde a riqueza se mistura com crises políticas e existenciais, profunda fé, guerras, alianças, enfim, ingredientes perfeitos para um excelente romance. Meu coração sofreu com o destino do czar e seus familiares, com a extinção da casa Romanov. Mas, o livro não fala apenas de Nicolau e Alexandra, também nos apresenta personagens mundialmente conhecidos, com Rasputin e Lenin, embora suas histórias estejam aqui bastante resumidas, além de citar outros personagens menos famosos. Vale a leitura.

sábado, 30 de dezembro de 2017

O POMAR DAS ALMAS PERDIDAS (Nadifa Mohamed)

Sinopse: Hargeisa, segunda maior cidade da Somália, 1987. A ditadura militar que está no poder faz demonstrações de força, mas o vento que sopra do deserto traz os rumores de uma revolução, e em breve, pelos olhos de três mulheres, vamos assistir ao mergulho do país em uma sangrenta guerra civil.Aos 9 anos, atraída pela promessa de ganhar seu primeiro par de sapatos, a menina Deqo deixa o campo de refugiados onde nascera. Em circunstâncias dramáticas, conhece Kawsar, uma viúva que logo em seguida é presa e espancada por Filsan, uma jovem soldado que deixara a capital para reprimir a rebelião que crescia no norte. Intimista, singelo e poético, O pomar das almas perdidas nos lembra de que a vida sempre continua, apesar do caos e do sofrimento.

Meus comentários: Africa de contrastes, onde pequenos sonhos se enveredam por entre o caos de realidades inóspitas e a força da vida empurra os cidadãos, os força a permanecer num mundo de carências, fomes, ausências. Três vidas que se entrelaçam, três mulheres que enveredam por caminhos diferentes para encontrarem o mesmo final. Fica, ao final da leitura, um medo de que hora dessas acabemos  conhecendo uma realidade similar, onde corrupçã o, fanatismo e caos predominem. Gostei do livro, mormente o trágico gritante a cada página.

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

O JARDIM DAS BORBOLETAS (Dot Hutchison)

Sinopse: Quando a beleza das borboletas encontra os horrores de uma mente doentia. Um thriller arrebatador, fenômeno no mundo inteiro Perto de uma mansão isolada, existia um maravilhoso jardim. Nele, cresciam flores exuberantes, árvores frondosas... e uma coleção de preciosas “borboletas”: jovens mulheres, sequestradas e mantidas em cativeiro por um homem brutal e obsessivo, conhecido apenas como Jardineiro. Cada uma delas passa a ser identificada pelo nome de uma espécie de borboleta, tendo, então, a pele marcada com um complexo desenho correspondente. Quando o jardim é finalmente descoberto, uma das sobreviventes é levada às autoridades, a fim de prestar seu depoimento. A tarefa de juntar as peças desse complexo quebra-cabeça cabe aos agentes do fbi Victor Hanoverian e Brandon Eddinson, nesse que se tornará o mais chocante e perturbador caso de suas vidas. Mas Maya, a enigmática garota responsável por contar essa história, não parece disposta a esclarecer todos os sórdidos detalhes de sua experiência. Em meio a velhos ressentimentos, novos traumas e o terrível relato sobre um homem obcecado pela beleza, os agentes ficam com a sensação de que ela esconde algum grande segredo.

Meus comentários: O enredo é bom, mas o formato não caiu no meu agrado. Assim também o desfecho, embora dentro dos padrões, poderia ser melhor desenvolvido. Para mim faltou aquele fogo que leva o leitor a seguir em frente na leitura, ansiando e ao mesmo tempo não desejando chegar ao final do livro. Faltou suspense

segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

OS DEUSES DA CULPA (Michael Connelly)

Sinopse: Quando o advogado Mickey Haller recebe a mensagem Me liga urgente 187, o código penal para assassinato logo chama sua atenção. Casos assim são sempre os mais complicados e os que pagam melhor, o que significa que ele não pode falhar.Mas quando descobre que a vítima é uma ex-cliente, uma prostituta que ele ajudou a tirar das ruas, Mickey sente que sua reputação está em jogo. A vítima estava de volta a Los Angeles e de volta à prostituição mas por quê de repente, Mickey percebe que, em vez de salvá-la, pode ter sido ele a colocá-la em perigo. É hora de confrontar seu passado, e Haller precisará de todo seu talento e esperteza para cuidar de um caso que pode ser sua redenção ou a prova de toda a sua culpa.

Meus comentários: Essencialmente de tribunal, o livro nos dá uma idéia bastante clara sobre o funcionamento da justiça criminal americana. Narrativa boa, a leitura não se arrasta, não cansa, e a trama é bem recheada de mistérios e ação. Gostei.

sábado, 23 de dezembro de 2017

MULHERES SEM NOME (Martha Hall Kelly)

Sinopse: A socialite nova-iorquina Caroline Ferriday está sobrecarregada de trabalho no Consulado da França, em função da iminência da guerra. O ano é 1939 e o Exército de Hitler acaba de invadir a Polônia, onde Kasia Kuzmerick vai deixando para trás a tranquilidade da infância conforme se envolve cada vez mais com o movimento de resistência de seu país. Distante das duas, a ambiciosa Herta Oberheuser tem a oportunidade de se libertar de uma vida desoladora e abraçar o sonho de se tornar médica cirurgiã, a serviço da Alemanha. Três mulheres cujas trajetórias se cruzam quando o impensável acontece: Kasia é capturada e levada para o campo de concentração feminino de Ravensbrück, onde Herta agora exerce sua controversa medicina. Uma história que atravessa continentes — dos Estados Unidos à França, da Alemanha à Polônia — enquanto Caroline e Kasia persistem no sonho de tornar o mundo um lugar melhor. Costurado por fatos históricos e personagens femininas poderosas, Mulheres Sem Nome é um romance extraordinário sobre a luta anônima por amor e liberdade. Um livro inspirador, que encanta e comove até a última página.

Meus comentários: Documentário sobre as barbáries dos campos de concentração nazistas. E quanto mais livros sobre o assunto eu leio, mais percebo que o mal pode assumir formas inenarráveis, que há infinitas possibilidades para a crueldade. Mas o livro também fala sobre pessoas iluminadas, que doaram suas vidas tentando amenizar atrocidades. Interessante o fundo histórico da narrativa, mormente a licença poética da autora, tornando a leitura mais palatável para aqueles cuja sensibilidade não permitiria o término do livro. Só não concordo com o título, porque para mim foram mulheres com nomes (e com nomes que deveriam não ser esquecidos).

O ARQUITETO DE PARIS (Charles Belfoure)

Sinopse: Um romance inspirador sobre escolhas e sacrifícios durante a ocupação nazista. Na Paris de 1942, o talentoso arquiteto Lucien Bernard aceita uma encomenda que lhe renderá uma boa quantia de dinheiro, mas que talvez o leve à morte. Se for esperto o bastante, porém, poderá se safar de qualquer problema. Tudo o que precisa fazer é projetar um esconderijo secreto para um rico judeu, um que nem o mais determinado dos oficiais alemães será capaz de encontrar. Lucien precisa do dinheiro, e enganar os nazistas que ocupam sua amada cidade é um desafio ao qual ele não consegue resistir. Mas, quando um dos esconderijos projetados falha horrivelmente e a situação dos judeus na França se torna um assunto terrivelmente pessoal, não é mais possível ignorar o que verdadeiramente está em jogo.

Meus comentários: O enredo difere bastante dos muitos livros que já li sobre a ocupação nazista, porque seu contexto foge completamente dos campos de concentração ou das barbáries nazistas. Há sim alusão à insanidade dos soldados alemães, entretanto, oferta ao leitor uma nova visão da época, uma vez que, para além das atrocidades dessa guerra haviam muitos assuntos paralelos pouco divulgados. Quem espera um livro mais denso, com uma descrição mais contundente dos acontecimentos, ou personagens mais aprofundados, sairá decepcionado da leitura. Trata-se de uma visão mais leve, pareceu-me até um tantinho irônico, satirizando, nas entrelinhas, o fanatismo nazista, mas sem pretensão de entrar para os anais da história. Recomendo.

MISERY (Stephen King)

Sinopse: Paul Sheldon descobriu três coisas quase simultaneamente, uns dez dias após emergir da nuvem escura. A primeira foi que Annie Wilkes tinha bastante analgésico. A segunda, que ela era viciada em analgésicos. A terceira foi que Annie Wilkes era perigosamente louca. Paul Sheldon é um famoso escritor reconhecido pela série de best-sellers protagonizados por Misery Chastain. No dia em que termina de escrever um novo manuscrito, decide sair para comemorar, apesar da forte nevasca. Após derrapar e sofrer um grave acidente de carro, Paul é resgatado pela enfermeira aposentada Annie Wilkes, que surge em seu caminho.
A simpática senhora é também uma leitora voraz que se autointitula a fã número um do autor. No entanto, o desfecho do último livro com a personagem Misery desperta na enfermeira seu lado mais sádico e psicótico. Profundamente abalada, Annie o isola em um quarto e inicia uma série de torturas e ameaças, que só chegará ao fim quando ele reescrever a narrativa com o final que ela considera apropriado. Ferido e debilitado, Paul Sheldon terá que usar toda a criatividade para salvar a própria vida e, talvez, escapar deste pesadelo.

Meus comentários: Fiz uma releitura do livro. Eu o li há anos, depois assisti ao filme, intitulado "Louca obsessão", de 1990, onde Kathy Bates interpretou magistralmente a enfermeira Annie Wilkes e James Caan não deixou por menos como o escritor Paul Sheldon. Muito bem escrito, o filme muito bem adaptado, esse é um daqueles suspenses imperdíveis. Recomendo.

AS FÚRIAS INVISÍVEIS DO CORAÇÃO (John Boyne)

Sinopse: Cyril Avery não é um Avery de verdade ou, pelo menos, é o que seus pais adotivos lhe dizem. E ele nunca será. Mas se não é um Avery, então quem é ele? Nascido nos anos 1940, filho de uma jovem solteira expulsa de sua comunidade e criado por uma família rica irlandesa, Cyril passará a vida inteira à mercê da sorte e da coincidência, tentando descobrir de onde veio — e, ao longo de muitos anos, lutará para encontrar uma identidade, uma casa, um país e muito mais. Além das incertezas de sua origem, ele tem de enfrentar outro dilema: é gay numa sociedade que não admite sua orientação sexual. Autor do best-seller O menino do pijama listrado, John Boyne nos apresenta à sua maior empreitada literária até então, construindo uma saga arrebatadora sobre aceitar-se e ser aceito num mundo que pode ser cruelmente hostil. Uma leitura necessária para os dias de hoje, que reitera o poder do amor, da esperança e da tolerância.

Meus comentários: O enredo se passa numa época em que os preconceitos eram bem mais arraigados e a não aceitação de todo comportamento considerado errado era exposta publicamente e com anuência plena da sociedade. Embora tenha uma dose grande de tragédias é uma saga bonita, acompanhando o protagonista desde sua infância até a velhice. Embora traga variados assuntos que, na epoca dos acontecimentos, eram inaceitáveis, o autor o faz com sensibilidade, com cuidado para não impor ao leitor suas convicções pessoais, possibilitando que cada um exerça seu critério de avaliação quanto à intolerância do passado.

sábado, 2 de dezembro de 2017

UM MUNDO À PARTE (Jodi Picoult)

Sinopse: Jacob Hunt é um adolescente com síndrome de Asperger, uma forma leve de autismo. Ele é péssimo para interpretar pistas sociais e se expressar diante dos outros e, como muitas pessoas com essa condição, tem fixação por um único tema - no caso dele, análise forense. Jacob vive aparecendo em cenas de crimes, graças ao rádio de polícia que tem em seu quarto, e dando conselhos aos policiais sobre o que fazer... e geralmente ele está certo. Mas de repente sua pequena cidade é abalada por um assassinato terrível, e dessa vez é a polícia que vem atrás dele para fazer perguntas. De uma hora para outra, Jacob e sua família, que só querem levar uma vida normal, estão diretamente sob os holofotes. Para sua mãe, Emma, esse é um lembrete brutal da intolerância que sempre ameaçou sua família. Para seu irmão, Theo, é mais uma indicação de que nada pode ser normal por causa de Jacob. E, sobre essas pessoas tão ligadas entre si, paira a dúvida que consome a todos - Será que Jacob cometeu homicídio?

Meus comentários: Em alguns momentos da leitura achei um tanto repetitivo o enredo, mas o livro é muito interessante na medida em que dá ao leitor alguns conhecimentos sobre a convivência com um portador de Asperger, assim como transmite a vida sob a ótica do próprio portador da doença. E  o faz de maneira simples, acessível, sem a pretensão de ser técnico. Faz pensar.

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

ESCONDA-SE (Lisa Gardner)

Sinopse: Uma mulher que foi obrigada a fugir - desde criança - de uma possível ameaça. Uma ameaça que seu pai via em todo lugar, mas que a polícia nunca considerou. Um antigo e desativado sanatório para doentes mentais que pode ter muito mais a esconder entre suas paredes do que homens e mulheres entorpecidos por remédios. Uma história de rancor entre membros de uma mesma família que nunca conseguiram superar os episódios de violência doméstica que presenciaram.
Um pingente que foi parar em mãos erradas - e a cena de um crime brutal: seis meninas mortas e mumificadas há mais de trinta anos. Agora, cabe à famosa detetive D.D. Warren descobrir quem foi o serial killer que cometeu esta atrocidade e que motivação infame deformou sua mente. Acompanhe D.D. Warren na solução de mais este complexo caso e encontre o inimaginável que está por trás de pessoas aparentemente comuns.

Meus comentários: De alguma forma, para mim não emplacou legal. O livro não é ruim e demorou bastante para desvendar o suspeito, mas achei um tanto fantasioso. Joga-se a suspeita sobre muitos personagens, para confundir, naturalmente, mas isso acaba cansando a leitura, deixando o enredo arrastado. Ademais, os assassinatos, que deveriam ser mais desenvolvidos não passaram de meras citações, além de um romance um tanto forçado, bastante incoerente com a trama proposta. Para mim esse é um dos defeitos dos livros em série. Embora tenham começo, meio e final, estão sempre remetendo a enredos anteriores e deixando brechas para continuações que, na maioria das vezes, se mostram desinteressantes.

NO BOSQUE DA MEMÓRIA (Tana French)

Sinopse: Novatos na divisão de Homicídios, Adam Ryan e sua inseparável companheira Cassie Maddox deparam-se com o maior caso de suas vidas quando um grupo de arqueólogos descobre o corpo de uma menina de apenas 12 anos na floresta de Knocknaree. Pressionados a encontrar os responsáveis pelo assassinato de Katharine Devlin, Ryan e Maddox embrenham-se em uma trama macabra que havia começado no dia 14 de agosto de 1984.
Naquela tarde de verão em Dublin, três crianças brincavam na floresta vizinha às suas casas quando misteriosamente desapareceram. Sabendo que os filhos conheciam intimamente a mata, os pais de Jamie Rowan, Adam Ryan e Peter Savage demoraram a desconfiar que houvesse algo de errado. Quando policiais e cães farejadores foram chamados para localizar os jovens desaparecidos, somente Ryan foi encontrado, sem nenhuma lembrança do que ocorrera com seus amigos. Jamie e Peter sumiram na floresta sem deixar pistas e o tenebroso caso foi arquivado pela polícia.
Enviado para longe do assédio da imprensa, Adam Ryan estudou em um colégio interno, desfez-se do passado e anos mais tarde se tornou policial. Apesar do esforço para manter o episódio em segredo, o detetive não pode ignorar as incríveis conexões entre o assassinato de Katharine Devlin e o sumiço de seus amigos vinte anos antes. Todas as vítimas tinham 12 anos e sofreram os ataques na mesma floresta. Para a mídia, as descobertas arqueológicas no antigo terreno da mata sugerem a ação de forças sobrenaturais.
Sem suspeitos para o crime, Ryan é obrigado a revisitar o local da tragédia que marcou sua infância. Arriscando colocar o dedo em feridas nunca cicatrizadas, o policial descobre que a solução do caso de Katharine Devlin também significa o fim do mistério do desaparecimento de Jamie e Peter. Para avançar nas investigações, o detetive precisa desvendar os segredos da floresta de Knocknaree e voltar os olhos para seu passado.

Meus comentários: No geral gostei bastante do enredo. Sim, é um tanto prolixo, entretanto, a trama é interessante e o fato de nem todos os mistérios terem sido devidamente resolvidos, para meu gosto particular, aproximou bastante a ficção da realidade. Nem todos os mistérios da vida acabam sendo resolvidos. Isso dá um gosto meio indigesto, mas faz parte, afinal, embora queiramos tudo preto no branco, o fato é que a realidade nem sempre nos vem de forma "amarradinha" e perfeita. Gostei.

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

CALICO JOE (John Grisham)

Sinopse: Um jovem talento. Um veterano egocêntrico. Um arremesso violento. Uma bolada que muda suas vidas para sempre. O norte-americano John Grisham deixa de lado o tribunal que o consagrou, como o grande mestre dos thrillers jurídicos para se aventurar em outro campo. Ternos e togas dão lugar a camisetas e bonés, martelos são substituídos por bastões e luvas em Calico Joe, o mais novo sucesso do autor. Ambientado no mundo do beisebol, a trama começa no verão de 1973, quando uma série de contusões faz o Cubs, time de Chicago, buscar um novo jogador. O escolhido é um jovem e promissor novato de Calico Rock, pequena cidade de Arkansas, Joe Castle. Com uma carreira em ascensão nas ligas menores, Joe rapidamente vira a sensação do beisebol. Quebrando todos os recordes possíveis para um novato, logo Castle se torna o novo ídolo e queridinho da América, inclusive do jovem Paul Tracey, filho de um veterano arremessador dos Mets de Nova York. De temperamento difícil, com uma carreira irregular e em queda, Warren Tracey fica ainda mais ressentido com a idolatria de seu filho por Joe Castle. Quando os Cubs vão a Nova York para jogar contra os Mets, toda a raiva e amargura vem à tona. E um arremesso despropositado encerra uma das mais brilhantes carreiras do beisebol e muda a vida de todos para sempre. John Grisham sempre sonhou em ser jogador de beisebol, e nunca escondeu isto de ninguém. Fã inveterado do esporte, sempre o usou como pano de fundo dos seus livros. O esporte está presente em, por exemplo, em O Homem que fazia chover e A casa pintada, mas em Calico Joe, beisebol é o que move a história. Através dos olhos de Paul Tracey, o autor leva seus leitores a uma emocionante viagem, acompanhando a carreira de Joe e de seu pai, e dos rumos que suas vidas tomam após a bolada. E quem não entende nada de beisebol não precisa se preocupar: o próprio autor escreve um posfácio, onde, segundo ele próprio, tenta explicar o complicado jogo para o resto do mundo.

Meus comentários: eu amo esse escritor e são pouquíssimos títulos seus que não caem no meu agrado. Esse foi um deles. Muitos termos técnicos sobre beisebol, um jogo pouco apreciado no Brasil e pouco interessante para meu gosto. É bem escrito e é inegável o talento do autor, mas para meu gosto acabou sendo muito enfadonho por conta justamente das minúcias sobre as dinâmicas de tal jogo. Com certeza, se os personagens tivessem mais foco que o jogo o livro seria perfeito.

O HOMEM QUE BUSCAVA SUA SOMBRA (David Lagercrantz / Stieg Larsson)

Sinopse: "O homem que buscava sua sombra" é o quinto volume da série Millennium, criada por Stieg Larsson, em que a hacker genial e o destemido jornalista se juntam para lutar contra as piores injustiças, numa trama atual e intensa. O livro será lançado em setembro pela Companhia das Letras e entra em pré-venda em breve. 
Neste quinto volume, Lisbeth Salander precisa passar um curto período atrás das grades, num presídio que também abriga uma das maiores criminosas da Suécia, de alcunha Benito. Na cela ao lado, ela observa uma jovem muçulmana acusada de matar o irmão sofrer ameaças constantes da gangue racista de Benito, a “dona” do pavilhão.
Mesmo sem ter acesso ao mundo exterior, Lisbeth dá um jeito de descobrir mais sobre as partes encobertas de sua infância traumática, depois que Holger Palmgren lhe apresenta pistas sobre um experimento pseudocientífico realizado com gêmeos. Claro que ela irá acionar o destemido jornalista Mikael Blomkvist para ajudá-la a desvendar esse mistério e a defender os desprotegidos, garantindo que os vilões paguem por seus crimes. Assim, a dupla está mais uma vez no cerne de um romance de tirar o fôlego, que aborda de modo fascinante muitas das graves questões que assombram o mundo hoje.

Meus comentários: Fiquei decepcionada com o quinto volume da série millennium. Lisbeth, aquela força da natureza, a anti heroina mais cativante que já conheci foi reduzida a uma jovem com alguns parcos talentos, perdendo a força emanada da personalidade talhada nos três primeiros volumes da série. Foi transformada numa figura pálida, cujo passado misturou-se ao passado de outros personagens criados apenas nesse volume. O jornalista Mikael Blomkvist, embora não me tivesse cativado desde o inicio da saga, foi igualmente despido de seus atributos, se tornando insípido, apagado, reduzido. Como o autor deixou no ar as pendências de Lisbeth com sua irmã, acredito não tardar um sexto volume por aí, entretanto ainda não sei se vou perder meu tempo com tal leitura. Lamentável.

A GAROTA NA TEIA DE ARANHA (David Lagercrantz / Stieg Larsson)

Sinopse: Lisbeth Salander e Mikael Blomkvist estão de volta na aguardada e eletrizante continuação da série Millennium. Neste thriller explosivo, a genial hacker Lisbeth Salander e o jornalista Mikael Blomkvist precisam juntar forças para enfrentar uma nova e terrível ameaça. É tarde da noite e Blomkvist recebe o telefonema de uma fonte confiável, dizendo que tem informações vitais aos Estados Unidos. A fonte está em contato com uma jovem e brilhante hacker - uma hacker parecida com alguém que Blomkvist conhece. As implicações são assombrosas. Blomkvist, que precisa desesperadamente de um furo para a revista Millennium, pede ajuda a Lisbeth. Ela, como sempre, tem objetivos próprios. Em A garota na teia de aranha, a dupla que já arrebatou mais de 80 milhões de leitores em Os homens que não amavam as mulheres, A menina que brincava com fogo e A rainha do castelo de ar se encontra de novo neste thriller extraordinário e imensamente atual. David Lagercrantz nasceu na Suécia, em 1962. Jornalista, romancista e biógrafo premiado, Lagercrantz foi escolhido para continuar as aventuras de Lisbeth Salander e Mikael Blomkvist.

Meus comentários: Este é o quarto volume da série millennium. Por vários motivos não apreciei completamente os três primeiros volumes e da mesma forma, este quarto volume também não foi inteiramente de meu agrado. Eu li na esperança de encontrar mais de Lisbeth Salander, a anti heroína ímpar que conheci nos volumes anteriores, entretanto, embora ela faça parte do livro e tenha seu quinhão de glórias, eu esperava que ela crescesse mais, que o livro aprofundasse a maturidade da personagem e trouxesse uma exploração maior de seu conteúdo psicológico, o que não ocorreu.Tem bastante ação, uma trama enérgica, mas realmente o meu interesse maior era ver Lisbeth, que me prendeu aos livros anteriores, transformar-se na alma do enredo e, para mim, tal não ocorreu.

A MORTE É UM DIA QUE VALE A PENA VIVER (Ana Cláudia Quintana Arantes)

Sinopse: Passamos a vida tentando aprender a ganhar. Buscamos cursos, livros, milhares de técnicas sobre como conquistar bens, pessoas, benefícios, vantagens. Sobre a arte de ganhar existem muitas lições, mas e sobre a arte de perder? Ninguém quer falar a respeito disso, mas a verdade é que passamos muito tempo da nossa vida em grande sofrimento quando perdemos bens, pessoas, realidades, sonhos. Vivemos buscando discursos que nos mostrem como ganhar. Como conquistar o amor da nossa vida, o trabalho da nossa vida. […] No entanto, saber perder é a arte de quem conseguiu viver plenamente o que ganhou um dia.
Para boa parte de nós, a morte é provavelmente o maior de todos os medos. Mas e se a grande questão envolvendo a morte for, na verdade, a vida? Estamos aproveitando nossos dias ou vamos chegar ao fim desta jornada cheios de arrependimentos sobre
coisas que fizemos – ou, pior, que deixamos de fazer? De maneira clara e suave, Ana Claudia nos ajuda a ter um novo olhar sobre o modo como gastamos o nosso tempo e sobre a nossa ideia acerca da vida e da morte.

Meus comentários: Vale a leitura, embora eu tenha apreciado muito mais a palestra que a autora deu no TEDx com o mesmo título, quem não viu ainda, dá uma conferida que é excelente: https://www.youtube.com/watch?v=ep354ZXKBEs

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

INDESEJADAS (Kristina Ohlsson)

Sinopse: Crimes brutais marcam um verão sueco. Suécia, meados de um verão chuvoso. O inspetor Alex Recht e sua equipe, auxiliada pela analista criminal Fredrika Bergman, começam a investigar o que parece ser um caso clássico de disputa familiar pela guarda de uma criança. No entanto, quando a menina é encontrada morta no extremo norte da Suécia, com a palavra “indesejada” escrita na testa, o caso se transforma rapidamente no pior pesadelo da equipe de investigadores.

Meus comentários: Primeiro livro da série "Fredrika Bergman e Alex Recht". Quando iniciei a leitura, de fato desconhecia tratar-se de uma série, mas, neste caso não é problema, uma vez que o livro teve começo, meio e fim bem delineados, não sendo necessário acompanhar os livros seguintes. Não vou dizer que o livro é ruim, uma vez que minha curiosidade foi aguçada e que somente ao final pude descobrir o assassino. Por outro lado, o prazer dado ao leitor de obras policiais, onde pequenas e esparsas pistas são oferecidas, para que se tente "descobrir" e dar palpites acerca da identidade do criminoso, não estão presentes, obrigando a conclusão da leitura. Não é ruim, mas já li melhores. 

O PREMIO (Irving Wallace)

Sinopse: Trata-se de um romance sobre a entrega dos conhecidos e famosos prêmios Nobel. O livro começa por descrever com minúcia o ambiente familiar e profissional que envolve as personagens laureadas pelo Prêmio naquele ano – que julgamos, por dados fornecidos ao longo do texto, ser os inícios da década de 60 - e só depois a ação se desloca para a capital sueca, Estocolmo, onde essa entrega terá lugar. 

Meus comentários: Embora um tanto extenso, o livro é interessante ao expor a dinâmica do famoso prêmio Nobel. A descrição minuciosa do processo, dá ao leitor a oportunidade de saber como são escolhidos os candidatos ao prêmio, além de todo o aparato utilizado, desde a recepção dos premiados até os protocolos a serem seguidos pelos mesmos. Sendo uma obra de ficção, naturalmente, permeando tais informações temos romance, conchavos, crimes, traições e o desenvolvimento dos personagens premiados. Como disse, interessante, mas poderia ter sido um tantinho mais "enxuto".

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

DESONRA (J.M. Coetzee)

Sinopse: Sucesso de público e crítica - foi publicado em mais de vinte países e ganhou o Booker Prize, o mais importante prêmio literário da Inglaterra -, Desonra é considerado o melhor romance de J. M. Coetzee. O livro conta a história de David Lurie, um homem que cai em desgraça. Lurie é um professor de literatura que não sabe como conciliar sua formação humanista, seu desejo amoroso e as normas politicamente corretas da universidade onde dá aula. Mesmo sabendo do perigo, ele tem um caso com uma aluna. Acusado de abuso, é expulso da universidade e viaja para passar uns dias na propriedade rural da filha, Lucy.
No campo, esse homem atormentado toma contato com a brutalidade e o ressentimento da África do Sul pós-apartheid. Com personagens vivos, com um ritmo narrativo que magnetiza o leitor, Desonra investiga as relações entre as classes, os sexos, as raças, tratando dos choques entre um passado de exploração e um presente de acerto de contas, entre uma cultura humanista e uma situação social explosiva.

Meus comentários: Uma leitura dificil, que atormenta, magoa, escurece a alma da gente. Linguagem crua, que desnuda com violência as mazelas humanas. Bom livro, mas deixa uma gama de sentimentos complicados, uma tristeza, uma impotência, que machucam.

A DANÇA DA MORTE (Stephen King)

Sinopse: Uma poderosa arma biológica, conhecida formalmente como Projeto Azul ou "Capitão Viajante", acaba presumivelmente com grande parte da população do planeta. Apenas uma pequena parcela da população é resistente ao vírus, que é extremamente mortal. A primeira parte do romance abrange 19 dias e discorre sobre a quebra e destruição da sociedade em cenas bastante gráficas.
O romance prossegue, na parte dois, entrelaçando odisséias da travessia do país de um pequeno número de sobreviventes, incluindo uma estudante colegial grávida (Frances Goldsmith), um trabalhador de fábricas desempregado do Texas (Stuart Redman), um errante com ensino superior (Harold Lauder), um viajante surdo-mudo (Nick Andros), um músico pop insatisfeito (Larry Underwood), e um professor de sociologia pessimista (Glen Bateman). Eles se afogam juntos por seus sonhos compartilhados de uma mulher psíquica idosa que eles viam como um refúgio. Esta mulher, Abigail Freemantle (conhecida como 'Mãe Abigail'), se torna a líder espiritual dessa turma de refugiados, que tentam reestabelecer uma sociedade democrática na cidade Boulder, do Colorado. Enquanto isso, outro grupo de sobreviventes incluindo um ladrão de bens públicos, um incendiário (Trashcan Man), e o ex-chefe do Departamento de Polícia de Santa Monica são impelidos a Las Vegas, Nevada, por outra entidade, um ser mau e sobrenatural conhecido como Randall Flagg, o "homem negro," ou o "homem andante." O comando de Flagg é tirânico e brutal, ainda que efetivo.
Na parte três, o palco final é montado quando os dois grupos tomam consciência de si, e cada um reconhece o outro como uma ameaça para sua sobrevivência, levando à resistência do bem contra o mal, envolvendo uma arma nuclear perdida.

Meus comentários: Interessante e assustador. Mas não assustador como o são os pesadelos ou as criações mirabolantes que nossos cérebros podem conceber... Assustador porquanto bastante possível de acontecer... O livro é extenso, um tanto prolixo, mas ainda assim gostei e recomendo.

sábado, 19 de agosto de 2017

BELGRAVIA (Julian Fellowes)

Sinopse: Ambientada nos anos 1840, quando os altos escalões da sociedade londrina começam a conviver com a classe industrial emergente, e com um riquíssimo rol de personagens, a saga de Belgravia tem início na véspera da Batalha de Waterloo, em junho de 1815, no lendário baile oferecido em Bruxelas pela duquesa de Richmond em homenagem ao duque de Wellington.
Pouco antes de uma da manhã, os convidados são surpreendidos pela notícia de que Napoleão invadiu o país. O duque de Wellington precisa partir imediatamente com suas tropas. Muitos morrerão no campo de batalha ainda vestidos com os uniformes de gala.
No baile estão James e Anne Trenchard, um casal que fez fortuna com o comércio. Sua bela filha, Sophia, encanta os olhos de Edmund Bellasis, o herdeiro de uma das famílias mais proeminentes da Bretanha. Um único acontecimento nessa noite afetará drasticamente a vida de todos os envolvidos. Passados vinte e cinco anos, quando as duas famílias estão instaladas no recente bairro de Belgravia, as consequências daquele terrível episódio ainda são marcantes, e ficarão cada vez mais enredadas na intrincada teia de fofocas e intrigas que fervilham no interior das mansões da Belgrave Square.



Meus comentários: Romance de época, onde são retratados os costumes da sociedade londrina em toda sua pompa e bizarrice. Interessantes e ao mesmo tempo ignóbeis costumes, a narrativa possibilita ao leitor um mergulho em tempos onde os valores morais e a diferença entre a nobreza e o povo eram bastante distintas. Aqui se percebe, nas minúcias, tanto a bondade quanto os sentimentos mais profanos e tacanhos, que movem as pessoas. Bom livro, gostei.